Translate

Total de visualizações de página

sábado, 29 de abril de 2017

Estresse


O estresse é uma reação às pressões excessivas ou a outros tipos de demanda que o indivíduo se impõe ou que a vida coloca sobre ele. Essas pressões podem vir de muitas fontes diferentes e, quando o seu efeito combinado é excessivo, o estresse ocorre. Isso significa que ele não é bom para você. É um estado doentio do corpo, da mente ou de ambos.

A conhecida reação de “fuga ou luta” em resposta a um fator estressante é uma resposta a um desafio percebido e não é necessariamente ruim para o indivíduo. Pode até ser favorável para alertar sobre possíveis ameaças e preparar para a tomada de decisões importantes.

No entanto, permanecer neste estado por tempo prolongado significa que reações químicas estão ocorrendo continuamente no organismo e o resultado podem ser diversas doenças como, por exemplo, a formação de tumores malignos. Este é o estresse que faz mal às pessoas.

O que fazer para aliviar o estresse?

1. Aprenda a gerir o seu tempo de forma mais eficaz

Gastamos muito tempo fazendo tarefas sem importância, especialmente quando estamos estressados, por isso priorize no seu dia os trabalhos mais relevantes. Aqueles que podem esperar permitem que você tenha tempo para fazer outras atividades menos desgastantes. Além disso, é válido não adiar as tarefas desagradáveis. Procure fazê-las primeiro, quando você está mais descansado. Abandonar o que precisa ser feito provoca uma grande dose de estresse.

2. Adote um estilo de vida saudável

Dieta saudável, exercícios físicos regulares, sono adequado e descanso do corpo aumentam a capacidade de lidar com o estresse que possa vir a ocorrer. Se qualquer uma dessas áreas não está funcionando bem na sua vida, este pode ser um sinal de alerta. Não ignore, peça alguma ajuda.

3. Conheça os seus limites e não exagere

Causamos a nós mesmos um grande estresse porque gostamos que as pessoas nos aprovem e não queremos decepcioná-las. Assim, acabamos por fazer mais do que deveríamos. Aprenda a delegar eficazmente e ser assertivo para que você possa dizer não sem culpa, quando for necessário, sem prejudicar ou ofender outras pessoas.

4. Saiba o que lhe causa tensão

Dedique tempo para descobrir o que está preocupando você e tente mudar seus pensamentos e comportamentos para reduzir o mal estar. A avaliação do estresse pode ajudar a compreender as causas, as implicações desses sentimentos para a sua saúde e como gerenciar, lidar e fazer as alterações necessárias para alcançar uma vida mais plena e tranquila.

5. Evite conflitos desnecessários

O excesso de argumentação realmente vale o seu esforço? Não brigue com pessoas queridas. Não vale à pena. Procure uma solução positiva para ambas as partes envolvidas em uma discussão. O meio termo pode ajudar. Muitas vezes abrir mão em determinadas situações de vida é o melhor a fazer. Saiba qual é a causa real do problema e aprenda a lidar com isto.

6. Aceite as coisas que você não pode mudar

Mudar uma situação difícil, nem sempre é possível. Se este for o caso, reconheça e aceite as coisas como elas são. Concentre-se naquilo que pode ser modificado, empenhe-se no seu melhor e aceite suas falhas.

7. Tire um tempo para relaxar e recarregar as baterias

Um intervalo de uns 10 dias consecutivos por ano é recomendado para descansar e executar seu trabalho de maneira mais eficaz quando retornar. Mesmo uma curta pausa de 10 ou 15 minutos no meio da jornada de trabalho ajuda a relaxar e a concentrar melhor no que você está fazendo.

8. Encontre tempo para sair com os amigos

Amigos podem nos ajudar a ver as coisas de uma maneira diferente. As atividades que fazemos com eles nos ajudam a dar umas boas risadas e mudar o estado mental. Rir estimula o sistema imunológico que fica enfraquecido durante o estresse.

Se ficar estressado, procure se envolver em alguma atividade física. Ela libera substâncias químicas no seu corpo que amenizam o estresse. Práticas de relaxamento, exercícios de respiração, massagens e uma variedade de terapias complementares ajudam a re-equilibrar o corpo.

9. Tente ver as coisas de forma diferente, desenvolva um estilo de pensamento positivo

Se algo está te incomodando, fale sobre o seu problema com alguém antes que ele alcance proporções inaceitáveis. Muitas vezes uma conversa com um amigo ou um familiar ajuda a ver as coisas de uma perspectiva diferente e menos estressante. Considere também procurar a ajuda de um profissional experiente, a fim de alcançar o resultado desejado e evitar problemas de saúde. Um psicólogo, psicoterapeuta ou psiquiatra pode auxiliá-lo bastante nestes momentos.

10. Evite o álcool, a nicotina e a cafeína como mecanismos de enfrentamento do estresse

No longo prazo, esses mecanismos de enfrentamento das questões complexas que todos nós precisamos resolver na vida só fazem aumentar o problema ou criar um outro. A cafeína e a nicotina são estimulantes. O corpo reage a elas com o aumento da resposta ao estresse ou até mesmo causando ansiedade. O álcool é uma substância química depressiva! Todos eles não são uma boa opção, mesmo que a princípio pareçam causar alívio.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Medicina Psicossomática - Aspectos básicos


O termo psicossomático, após séculos de estruturação, surgiu no século passado, através de Heinroth, com a criação das expressões psicossomática (1918) e somatopsíquica (1928).

No entanto, o movimento consolidou-se somente em meados deste século, através das contribuições pioneiras de Franz Alexander e da Escola de Chicago. Contudo, as dúvidas referentes à relação mente corpo continuam expressas na própria denominação “psicossomática” e ainda continua a ser usada por muitos estudiosos destes fenômenos.

Para Alexander, o termo psicossomático “deve ser usado apenas para indicar um método de abordagem, tanto em pesquisa quanto em terapia, ou seja, o uso simultâneo e coordenado de métodos e conceitos somáticos - de um lado e métodos e conceitos psicológicos por outro lado”.

A. Dias (1992, p.31), refletindo a relação entre sujeito e linguagem, começa por criticar o termo psicossomático. Afirma que é um termo gasto, pois “entrou no domínio do psiquiátrico e da medicina com uma tal amplitude que, se bem que criando um novo espaço de investigação, também o diluiu noutros espaços afins”. Propõe ainda que, “a partir de algumas indicações deixadas por Bion”, há necessidade de se interrogar quanto à inespecificidade do termo psicossomático e sua pertinência.

O termo psicossomático, na expressão mais comum, pode reportar-se tanto ao quesito da origem psicológica de determinadas doenças orgânicas, quanto às “repercussões afetivas do estado de doença física no indivíduo, como até confundir-se com simulação e hipocondria, onde toma um sentido negativo”.

No sentido mais preciso, o termo circunscreve áreas específicas, sobreponíveis ou não, quando se refere à medicina psicossomática, doenças psicossomáticas ou psicossomática.

A denominação de medicina psicossomática, de acordo com seu campo epistemológico, “é um estudo das relações mente corpo com ênfase na explicação da patologia somática, uma proposta de assistência integral e uma transcrição para a linguagem psicológica dos sintomas corporais”.

Sami-Ali (1992, p.159) ao refletir sobre a ligação entre o orgânico e o relacional começa por distinguir medicina psicossomática e psicossomática. Assim, a medicina psicossomática é “uma maneira de introduzir variáveis psicológicas num domínio que se define como orgânico, adicionando variáveis psíquicas às variáveis orgânicas”.

A Psicossomática proposta por ele, no entanto, é um modelo teórico e uma metodologia específica, onde o somático é percebido em sua complexidade e não na falha psíquica. Desta forma, Sami-Ali inspira-se na psicanálise, mas a utiliza somente como ponto de partida “para a elaboração de outros conceitos”, afastando-se, desta forma, dos modelos freudianos.

O conceito de doença psicossomática, sua classificação e diagnóstico, é outra questão polêmica. Halliday (1943,1945,1946,1948, cit. Alexander, 1989, p.43) propõe que a úlcera péptica, a artrite reumatóide, a hipertensão, o hipertireodismo essencial e outras estariam inclusos nas doenças psicossomáticas. O ponto de partida deste autor firma-se na hipótese de que o fator etiológico proeminente nestas doenças é o fator psicológico.

No entanto, Alexander2 (1989) diz que, teoricamente, “cada doença é psicossomática, uma vez que fatores emocionais influenciam todos os processos do corpo, através das vias nervosas humorais e que os fenômenos somáticos e psicológicos ocorrem no mesmo organismo e são apenas dois aspectos do mesmo processo”.

Portanto, a designação de psicossomática, devido a “seu esforço de delimitação e rigor no seu objeto e métodos”, foi distanciado-se cada vez mais da Medicina Psicossomática. No entanto, “isso não significa que se caminhe no sentido da síntese de um modelo psicossomático”, contudo situa-se numa “perspectiva específica no modo de encarar os fenômenos de doença”. E tampouco significa que se tenha resolvido antigas questões do impasse das teorias monistas e dualistas da relação corpo-espírito (Cardoso, 1995, p.5).

Se partirmos do pressuposto da unidade funcional soma-psyche, na qual a psicossomática se funda, “ela constitui, mais uma vez, uma resposta à velha questão da relação corpo espírito”. (Weiss e English, 1952, cit. Cardoso, 1995, p.7), assunto provavelmente tão antigo quanto à própria humanidade, uma vez que a relação entre corpo e espírito foi e continua a ser assunto tão controvertido e fecundo.

Ao fazer referência a insônia e a influência das paixões na tuberculose, epilepsia e cancro, J. C. Heinroth, psiquiatra alemão, utiliza pela primeira vez, em 1818, o termo psicossomática. A medicina psicossomática, a partir do século passado, como reação à tradição dualista cartesiana, surge com a proposta holística na maneira de olhar a doença. Somente no século posterior, o termo psicossomática é retomado, influenciado pelo desenvolvimento da psicanálise e do modelo freudiano, iniciando, desta forma, sua estruturação.

A medicina, conhecedora “das descobertas e da teorização da psicanálise, das investigações no campo da reflexiologia por Pavlov (1976), da neurofisiologia por Cannon (1911) e da conceptualização da noção de stress por Selye (1956), utiliza destas valiosas contribuições para fazer uma nova leitura dos fenômenos.

A história da psicossomática, poderia ser dividida em duas grandes correntes: de um lado, as correntes inspiradas “nas teorias psicanalíticas e com base no conceito de doença psicossomática”; de outro lado, a “inspiração biológica, alicerçada no conceito de stress”.

Para Mello Filho (1992), a evolução da psicossomática ocorreu em fases. A primeira, denominada de fase inicial ou psicanalítica, sob a influência das teorias psicanalíticas, teve seu interesse voltado para os estudos da origem inconsciente das doenças, das teorias da regressão e dos ganhos secundários da doença. A segunda, também chamada de fase intermediária, influenciada pelo modelo Behaviorista, valorizou as pesquisas tanto em homens como em animais, deixando assim grande legado aos estudos do stress. A terceira fase, denominada de atual ou multidisciplinar, valorizou o social, a interação e interconexão entre os profissionais das várias áreas da saúde.

Hipotireoidismo subclínico


O hipotireoidismo subclínico refere-se a um estado em que os pacientes não exibem sintomas de hipotireoidismo. Estes pacientes também tem níveis normais de hormônios tireóideos circulando no organismo.

A única anormalidade é um aumento de TSH no sangue. Isto mostra que a glândula hipófise está trabalhando muito para manter a produção de hormônios tireoidianos e que a tireoide requer estímulo extra da hipófise para manter a produção normal de hormônios.

A maioria dos pacientes podem esperar um progresso futuro para o hipotireoidismo, especialmente se os níveis de TSH já aumentaram além de um certo limite.

Existem alguns casos de hipotireoidismo subclínico em que são observados sintomas como fraqueza muscular e sensação de formigamento nas extremidades.

Embora haja algumas controvérsias, a maioria dos endocrinologistas concorda que estes pacientes devem ser tratados, especialmente se eles têm níveis aumentados de colesterol, uma vez que os níveis de colesterol vão mostrar melhorias com o tratamento com hormônios tireoidianos.

Se estes pacientes não se sentem mal e têm níveis de colesterol normais, eles podem ser acompanhados clinicamente, sem tratamento. Com dosagens periódicas de TSH de 4 a 6 meses de intervalo para ver se há alterações mais significativas de hipotireoidismo.

Pacientes e médicos devem conversar sobre os possíveis tratamentos, o acompanhamento a ser feito e quais são as preferências dos portadores desta condição.

O tratamento previne a evolução para o hipotireoidismo propriamente dito e as futuras elevações do TSH, pode prevenir o desenvolvimento de bócio e ajudar a eliminar sintomas e riscos do não tratamento.

Se você acha que está apresentando sinais ou sintomas de hipotireoidismo, procure ajuda médica. Vocês podem decidir juntos o que fazer.

Alguns pacientes, particularmente aqueles com TSH acima de 10mU/l podem se beneficiar do tratamento com levotiroxina da mesma maneira que aqueles com hipotireoidismo primário. Esta recomendação faz parte do atual protocolo da Association of Clinical Biochemists, British Thyroid Association e British Thyroid Foundation.

Os riscos de não tratar o hipotireoidismo subclínico são:

•Aumento do risco de infarto do miocárdio e aterosclerose.

•Aumento dos níveis de colesterol e triglicérides.

•Aumento do risco de depressão, ansiedade e ataques de pânico.

•Aumento do risco de abortamento.

•Risco aumentado de atraso de desenvolvimento de bebês nascidos de mães com hipotireoidismo subclínico durante a gestação.