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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Anvisa aprova o Mevatyl, primeiro medicamento à base de Cannabis sativa, para o tratamento da espasticidade relacionada à esclerose múltipla


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento específico Mevatyl (tetraidrocanabinol (THC), 27 mg/mL + canabidiol (CBD), 25 mg/mL), canabinoides obtidos a partir da Cannabis sativa. Este é o primeiro medicamento registrado no Brasil à base de Cannabis sativa. A solução oral (spray) Mevatyl será destinada ao tratamento clínico de pacientes não responsivos a medicamentos antiespásticos usados nos espasmos da esclerose múltipla.

O Mevatyl é registrado em outros países com o nome comercial Sativex e está aprovado em outros 28 países, incluindo Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel.

A nova medicação está indicada para o tratamento sintomático da espasticidade moderada a grave relacionada à esclerose múltipla, sendo destinado a pacientes adultos não responsivos a outros medicamentos antiespásticos e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl. Este deve ser adicionado à medicação antiespástica atual do paciente.

Como o THC, uma de suas substâncias ativas, pode causar agravamento de crises epiléticas, o Mevatyl não é indicado para o tratamento de epilepsia. Também não é recomendado para uso em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade devido à ausência de dados de segurança e eficácia para esta faixa etária.

A ocorrência de dependência com o seu uso é improvável, de acordo com dados de estudos clínicos realizados com a medicação. Ele terá tarja preta em sua rotulagem e a dispensação ficará sujeita à prescrição médica por meio de notificação de receita A prevista na Portaria SVS/MS nº 344/1998 e de Termo de Consentimento Informado ao Paciente.

O medicamento será fabricado por GW Pharma Limited – Reino Unido e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., localizada em São Paulo.



Fonte: Anvisa, janeiro de 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Complexo de Édipo


O Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais de Freud. Este conceito refere-se a uma fase no desenvolvimento infantil em que existe uma “disputa” entre a criança e o genitor do mesmo sexo pelo amor do genitor do sexo oposto. Na psicanálise, o Complexo de Édipo é visto como o desejo inconsciente de uma criança, mantido assim através da repressão, de ter atrações sexuais para com o genitor do sexo oposto. Isto é, os meninos têm atração por suas mães e as meninas por seus pais.

Ocorre no terceiro dos cinco estágios da evolução da sexualidade infantil (1. estágio oral, 2. estágio anal, 3.estágio fálico, 4. estágio de latência e 5. estágio genital), nas idades de 3 a 6 anos. Mais comumente, o complexo edipiano refere-se ao desejo sexual de um filho por sua mãe e Jung criou o termo "complexo de Electra" para referir-se à manifestação do complexo em meninas, com o quê Freud não concordou.

Segundo Freud propôs, os meninos experimentam o Complexo de Édipo sob a forma de ansiedade de castração (medo de perder o pênis), as meninas sob a forma de inveja do pênis. A não resolução do complexo pode levar a sérias perturbações psíquicas como neuroses, pedofilia, homossexualidade e outras.

A resolução bem-sucedida do complexo contribui para o desenvolvimento psíquico da criança e é feita pela identificação da criança com o genitor do mesmo sexo. Se a evolução psicossexual de homens e mulheres fica detida nos estádios edipianos eles são considerados "fixados na mãe" ou "fixados no pai" e isso leva, na vida adulta, a uma escolha amorosa de um parceiro assemelhado a eles.

A história de Édipo

Édipo é um personagem da tragédia grega de Sófocles do ano 429 a.C., “Édipo Rei”, que involuntariamente mata seu pai, o rei Laio, de Tebas e, por obra do destino, acaba por se casar com sua mãe, a rainha Jocasta.

O enredo da peça é mais ou menos o seguinte: ao nascer, sua mãe leva Édipo a um oráculo que deve fazer a previsão de seu futuro. Esse oráculo prevê para ele um destino trágico: quando crescer, matará seu pai e casará com sua mãe. Tentando evitar que essa terrível predição se realize, a rainha decide sacrificar a criança, abandonando-a com os pés amarrados no Monte Citerão, entre Tebas e Corinto. Por piedade, um pastor coríntio o recolhe e leva-o para sua cidade, onde acaba adotado pelo rei Pólibo.

Muitos anos depois, consultando o oráculo de Delfos para esclarecer uma dúvida sobre sua origem, o jovem é atingido pela terrível profecia. A fim de evitar o desastre previsto e crendo ser filho legítimo do rei e da rainha de Corinto, Édipo parte dessa cidade e se dirige a Tebas. Na viagem encontra um velho homem com quem discute pela prioridade de passagem em uma encruzilhada. Encolerizado, mata o viajante e toda sua comitiva, exceto um só homem. Chegando a Tebas derrota a Esfinge, monstro postado à entrada da cidade e assim a salva da praga que a assolava. Como dupla recompensa recebe o título de rei, em lugar de Creonte, irmão de Jocasta, que reinava então e a mão da rainha Jocasta, já que o rei Laio fora assassinado misteriosamente.

Quinze anos depois, uma nova peste terrível assola a cidade. Creonte consulta novamente o oráculo de Delfos sobre o que fazer e obedecendo-o diz ao rei Édipo que, para livrar a cidade do flagelo, é preciso encontrar e punir o assassino de Laio. O cego Tirésias é chamado para ajudar. Vem-se a saber que Édipo não era filho legítimo de Pólibo, que acabara de morrer. Quase ao mesmo tempo, aparece o homem sobrevivente da comitiva de Laio no dia em que este foi morto. Trata-se do mesmo pastor que recolheu o bebê no monte Citerão e que reconhece que o rei de Tebas e aquela criança eram a mesma pessoa.

Assim, após exaustivas investigações, Édipo conclui que o homem que ele matara era o rei Laio, seu pai verdadeiro e a rainha que desposara era, de fato, sua mãe. Tudo estava revelado: Édipo matara seu próprio pai e desposara sua verdadeira mãe. O destino se cumprira, inexoravelmente. Diante da revelação da tragédia, a rainha se suicida e Édipo fura os próprios olhos e decide abandonar a cidade, não sem antes testemunhar a luta de seus dois filhos pelo poder agora vago e amaldiçoá-los.

Torna-se um andarilho. Ao aproximar-se dos bosques de Colono pressente que logo morrerá. Sua filha Antígona o guia, mas não consegue enterrá-lo. A terra então se abre e o acolhe e se torna sagrada.

Como evolui o Complexo de Édipo?

Se tudo se desenvolver normalmente, com a evolução a menina acaba por se identificar com a mãe, desenvolvendo assim atitudes femininas, enquanto o garoto passa a se identificar com o pai, adotando o modelo masculino de ser. Porém, quando o temor de ficar sem a posse do genitor do mesmo sexo, que normalmente a criança hostiliza, for maior que tudo, pode ocorrer uma empatia com ele, gerando possivelmente no futuro atitudes homossexuais.

O complexo de Édipo permite que o indivíduo faça a transição da esfera dos instintos e dos impulsos para o universo cultural. Na hipótese de a pessoa não conseguir realizar esta mudança fundamental, ela pode entrar em um processo de inquietação psíquica extrema. Para que a criança possa reprimir sua libido – energia direcionada para toda forma de prazer, não só para o sexual – ela passa por um mecanismo simbólico de castração. Com medo de ser castrada, a criança oculta seus sentimentos e os canaliza para o âmbito social na direção de parceiros que não sejam tabus para ela.

O desejo primitivo dirigido a um dos pais pode despertar na criança uma motivação ciumenta que exclua o outro genitor. A oposição aos pais pode não ter necessariamente uma base sexual, mas pode ser também uma parte da luta para afirmar a própria identidade e rebelião contra o controle deles. É assim que a criança torna-se mais independente.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vitamina D está na moda!


Conhecida como a vitamina do sol, a vitamina D é produzida pelo corpo em resposta à exposição da pele à luz solar. Ela também ocorre naturalmente em alguns alimentos, como alguns peixes, óleos de fígado de peixe, gemas de ovos, produtos lácteos e cereais fortificados. Não há dúvida de que a vitamina D desempenha um papel vital na saúde e no bem-estar das pessoas e deve-se agir de modo a garantir seus níveis normais.

Em geral, a maioria dos especialistas acha que o nível sanguíneo da vitamina D deva ficar em 30 a 40 ng/mL. Se a pessoa evitar o sol, sofrer de alergias ao leite ou adotar uma dieta vegetariana estrita, poderá ter níveis mais baixos e estar em risco de deficiência da vitamina D.

Como a atuação da vitamina D depende da luz solar, a exposição ao sol é essencial. Por isso, as pessoas que vivem em regiões setentrionais, usam vestes longas ou coberturas na cabeça ou têm uma ocupação que evita a exposição ao sol estão em maiores riscos de sofrerem as consequências da deficiência de vitamina D.

Outra causa pode ser uma dieta vegetariana estrita, em que a pessoa deixa de consumir os níveis recomendados de vitamina D, ao longo do tempo, já que a maioria das fontes naturais é de origem animal. Na pessoa de pele escura, o pigmento de melanina reduz a capacidade de produzir vitamina D em resposta à exposição à luz solar. Por isso, os idosos de pele escura têm um risco mais alto de deficiência dessa vitamina.

Pessoas que tenham má absorção de gordura (por exemplo, a doença de Crohn, doença celíaca, etc.) e as pessoas que fizeram cirurgia bariátrica são frequentemente incapazes de absorver o suficiente da vitamina D, que é solúvel em gordura. Alguns medicamentos podem aumentar a degradação de vitamina D e levar a níveis baixos. As pessoas com doença renal crônica, hiperparatireoidismo, desordens crônicas de formação de granuloma e alguns linfomas também podem ter uma perda de vitamina D. As pessoas com mais de 70 anos têm diminuída a sua capacidade de sintetizar vitamina D a partir da exposição ao sol, mas embora isto possa causar algum impacto, não causa mais deficiência que os outros fatores de risco.

A vitamina D promove a absorção de cálcio no intestino, mantém os níveis de cálcio no sangue para permitir a mineralização normal do osso e previne que os níveis sanguíneos de cálcio fiquem anormalmente baixos, o que pode levar à tetania, entre outras consequências. Ela também é essencial para a síntese do tecido ósseo, porque ajuda o organismo a usar o cálcio da dieta. Por isso, ela é especialmente importante no período de crescimento e, nas mulheres, no período da menopausa, em que o risco de osteoporose está aumentado.

Tradicionalmente, a deficiência de vitamina D tem sido associada ao raquitismo nas crianças e osteomalácia (enfraquecimento dos ossos) nos adultos, mas cada vez mais tem-se revelado a importância dela na proteção contra uma série de problemas de saúde. A vitamina D parece desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento de várias condições médicas, incluindo a diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, hipertensão arterial, intolerância à glicose e esclerose múltipla.

Para muitas pessoas, os sintomas são sutis e às vezes passam despercebidos. No entanto, mesmo sintomas leves podem representar riscos importantes para a saúde. Os sintomas mais comuns são dor óssea e fraqueza muscular. Os baixos níveis sanguíneos de vitamina podem causar, além de doenças ósseas, doenças metabólicas, cardiovasculares e autoimunes, câncer, infecções e desordens cognitivas, além de prejuízo cognitivo em idosos e asma grave em crianças.

A deficiência de vitamina pode ser constatada em um exame de sangue simples, que deve ser pedido quando houver situações de risco, mesmo na ausência de sintomas. Comparando os resultados obtidos com os valores de referência, o médico pode diagnosticar a deficiência, se houver.

A vitamina D deve ser suplementada através de correções na dieta e/ou de medicações. Existem dois tipos de vitamina D: D2 e D3. A vitamina D3 é a que melhor corrige os níveis sanguíneos baixos de vitamina D e por isso deve ser a preferida. A quantidade em que ela deve ser tomada depende da gravidade da deficiência. Nos meses de pouco sol devem ser usadas quantidades um pouco maiores do que nos demais meses. Os suplementos de vitamina D devem ser tomados com uma refeição que contenha gordura, porque a vitamina D é lipossolúvel.

A ingestão excessiva de vitamina D, na tentativa de corrigir a deficiência, pode levar a níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia), fraqueza, confusão mental, constipação, perda de apetite e desenvolvimento de depósitos dolorosos de cálcio.