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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Diastema


Diastema é um espaçamento incomum entre dois ou mais dentes, sobretudo entre os incisivos superiores. Muitas espécies de mamíferos têm diastema como uma característica normal. Em algumas culturas, o diastema é considerado atraente e algumas pessoas utilizam métodos para ocasioná-lo artificialmente.

O diastema acontece quando há uma relação desigual entre o tamanho dos dentes e da maxila ou quando o tamanho dos dentes é diferente entre si. A causa do diastema pode também ser a persistência do freio que une o lábio à maxila (freio labial).

Outros motivos que determinam o problema podem ser questões ligadas à dentição, à presença de dentes extras que não nasceram, problemas com a oclusão ou pressão lingual. As pressões exercidas sobre os dentes por mamadeiras, chupetas ou pela própria língua também podem causar diastema.

Os tratamentos do diastema obedecem sobretudo a motivações estéticas ou psicológicas. Para algumas pessoas, ele é motivo de vergonha, embora outros o considerem um “charme” especial. Em geral, ele não acarreta prejuízos funcionais.

Algumas vezes, o diastema se fecha sozinho à medida que a dentição se desenvolve. Em muitos casos, a extirpação da aderência do freio à papila tende a diminuir o problema. Noutros casos, o diastema pode ser corrigido pelo uso de aparelho ortodôntico que leve os incisivos a se posicionarem adequadamente.

Se a causa do diastema for o espessamento do tecido ósseo, somente uma cirurgia pode corrigi-lo. Uma alternativa menos invasiva e mais rápida consiste em corrigir o defeito através da adição de resinas que “fecham” os espaços entre os dentes por fotopolimerização (uso da luz para endurecer a resina).

Se a causa tiver sido o freio, um dentista poderá resolver o problema. Se forem necessárias modificações na posição dos dentes, um ortodontista ou um especialista em dentística restauradora deve ser consultado.

A abertura dos dentes às vezes provoca sons indesejáveis e noutras não permite entonações certas, sendo necessário um tratamento fonético.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Câncer de tireoide


A tireoide é uma glândula que produz hormônios que regulam a frequência cardíaca, a pressão arterial, a temperatura corporal e o peso.

Ela possui formato de borboleta e fica localizada na base do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão. O câncer de tireoide é a proliferação maligna de células desta glândula e que pode alterar suas funções. Embora o câncer de tireoide não seja muito comum, as taxas parecem estar em aumento.

Não se sabe com clareza o que causa o câncer de tireoide.

Ele ocorre quando as células da tireoide sofrem mutações, permitindo que as células cresçam e se multipliquem rapidamente e percam a capacidade de morrer, como as células normais. Estas células cancerosas se acumulam e formam um tumor que pode invadir ou comprimir tecidos ou órgãos próximos e se espalhar por todo o corpo.

O câncer de tireoide ocorre mais frequentemente em mulheres do que em homens e nas pessoas que se expõem a níveis elevados de radiação. Síndromes genéticas que incluem neoplasia endócrina múltipla e polipose adenomatosa familiar também aumentam o risco de câncer de tireoide.

As formas mais conhecidas de câncer de tireoide são:

(1) carcinoma papilífero.

(2) carcinoma folicular surge a partir de células foliculares, que produzem o hormônio tireoidiano.

(3) câncer de células Hurthle é um tipo raro e potencialmente mais agressivo de câncer da tireoide folicular.

(4) câncer medular da tireoide começa nas células da tireoide, chamadas células C, as quais produzem o hormônio calcitonina.

(5) câncer anaplásico da tireoide normalmente ocorre em adultos acima de 60 anos.

(6) linfoma da tireoide é uma forma rara de câncer que começa nas células do sistema imunológico da glândula e cresce muito rapidamente.

Inicialmente, o câncer da tireoide não causa quaisquer sinais ou sintomas, mas como ele cresce, pode vir a causar um nódulo que pode ser sentido através da pele, assim como pode causar também mudanças de voz, rouquidão, dificuldade de deglutição, dor no pescoço e na garganta e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.

O câncer papilar de tireoide pode ocorrer em qualquer idade, mas na maioria das vezes isso afeta pessoas com idades entre 30 e 50 anos. O carcinoma folicular surge em pessoas com idade maior do que 50 anos. O linfoma da tireoide normalmente ocorre em adultos mais velhos. Algumas pessoas com câncer medular da tireoide podem ter alterações genéticas que podem ser associadas a outros tumores endócrinos.

O diagnóstico do câncer de tireoide deve partir do exame físico, em que o médico examinará a glândula, e seguir-se com exames de sangue para ajudar a determinar se a tireoide está funcionando normalmente.

A ultrassonografia é normalmente usada para detectar a precisa localização e extensão do nódulo canceroso. Outros exames de imagens, com o mesmo objetivo, incluem tomografia computadorizada e a tomografia por emissão de pósitrons (PET). A história familiar do paciente pode tornar necessários que sejam feitos testes genéticos para procurar genes que aumentam o risco de câncer. O diagnóstico deve ser complementado por uma biópsia.

O tratamento do câncer de tireoide depende do tipo e estágio da doença, da saúde geral do paciente e das preferências dele e do médico. A maioria das pessoas com câncer de tireoide se submetem à cirurgia para remover a maior parte ou a totalidade da glândula, bem como os gânglios linfáticos no pescoço, a fim de examiná-los com vistas à presença ou não de células malignas. Em certas situações em que o câncer de tireoide é muito pequeno, pode ser feita a remoção de apenas um lobo da tireoide. Depois da retirada da tireoide, o paciente deve tomar a levotiroxina pelo resto da vida.

O tratamento com iodo radioativo usa grandes doses desse produto para combater o câncer e é frequentemente utilizado após a tireoidectomia para destruir qualquer tecido remanescente. Esse tratamento pode também ser utilizado para tratar o câncer da tireoide que se repete.

A radioterapia também pode ser feita externamente. Além disso, deve ser feito quimioterapia, em que produtos químicos viajam por todo o corpo, matando as células que tenham escapado do tumor. A quimioterapia não é comumente usada no tratamento de câncer de tireoide, mas pode beneficiar algumas pessoas que não respondem a outras terapias.

Ainda pode ser usada a injeção de álcool em pequenos nódulos, guiada por ultrassonografia e terapia com medicamentos que atacam vulnerabilidades específicas das células cancerosas.

A maioria dos casos de câncer de tireoide pode ser curada, quando adequadamente tratado.

Não há nenhuma maneira de prevenir o câncer de tireoide. Adultos e crianças com mutação genética hereditária têm o risco de câncer muito aumentado e por isso são muitas vezes aconselhados a retirar a tireoide para prevenir o câncer. Sempre que possível, deve-se evitar a exposição a radiações.

O câncer de tireoide pode recidivar, mesmo que a tireoide tenha sido removida. Isso pode acontecer por causa das células cancerosas que já tinham se espalhado antes da tireoide ser removida. Essas recorrências, na maioria das vezes, ocorrem nos primeiros cinco anos após a cirurgia, mas pode ocorrer décadas depois.

O câncer de tireoide pode ainda reaparecer em gânglios linfáticos do pescoço, restos de tecido tireoidiano deixados durante a cirurgia ou em outras áreas do corpo. Exames de sangue e exames de tireoide periódicos devem ser feitos para verificar sinais de uma possível recorrência do câncer de tireoide. O câncer de tireoide que se repete pode ser novamente tratado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Nódulos tireoidianos: recordação


Nódulos da tireoide resultam em crescimentos anormais de células da tireoide, que formam protuberâncias dentro da glândula, normalmente visíveis sob a pele do pescoço.

Não se sabe exatamente o que provoca nódulos na tireoide, embora eles sejam extremamente comuns. Metade das pessoas de mais de 60 anos têm um nódulo de tireoide, mais de 90% dos quais são benignos.

A tireoidite de Hashimoto (inflamação crônica da tireoide), a causa mais comum de hipotiroidismo, pode estar associada a um risco aumentado de nódulos da tireoide. A deficiência de iodo, atualmente muito rara, também pode causar nódulos nesta glândula.

O câncer da tireoide é uma causa mais rara de nódulos tireoidianos. Em geral, ele acontece abaixo dos 30 ou acima dos 60 anos, em uma pessoa que tenha história prévia de exposição à radiação na cabeça ou pescoço.

Quase nunca os nódulos da tireoide causam sintomas, nem produzem hormônios. Muitas vezes, eles são descobertos acidentalmente em exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ultrassonografia do pescoço feito por outras razões ou, ocasionalmente, os próprios pacientes percebem um caroço em seu pescoço. Os resultados anormais da função da tireoide podem ocasionalmente levar à suspeita e descoberta de nódulos na tireoide.

Os nódulos da tireoide podem produzir quantidades excessivas de hormônio da tireoide (tiroxina) e causar um hipertireoidismo. No entanto, a maioria dos nódulos da tireoide são não funcionantes e os exames dos hormônios tireoidianos são normais ou até baixos. Normalmente, os sintomas só aparecem se um nódulo for grande o bastante para comprimir órgãos vizinhos. É muito raro que os pacientes com nódulos da tireoide se queixem de dor no pescoço, mandíbula ou ouvido.

Se forem muito grandes, os nódulos podem comprimir a traqueia e/ou esôfago, causando falta de ar ou dificuldade em engolir. Em alguns casos, os nódulos da tireoide que produzem tiroxina podem causar sintomas de hipertiroidismo: perda de peso, intolerância ao calor, tremor, nervosismo, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, etc.

Muitas vezes a pessoa nem percebe que tem um nódulo na sua tireoide até que ele seja detectado num exame de rotina ou que se torne grande o suficiente para ser visível ou causar dificuldades de engolir ou respirar. Uma vez descoberto o nódulo, o médico deverá determinar se a tireoide continua saudável ou se foi afetada por hiper ou hipotireoidismo.

Os exames laboratoriais iniciais incluem a medição no sangue da tiroxina ou T4 (hormônio da tireoide) e do TSH (hormônio estimulante da tireoide). Mesmo que esses hormônios estejam em níveis normais, ainda não é possível determinar se o nódulo é benigno ou maligno. Essa avaliação demanda outros exames especializados, como ultrassonografia da tireoide e biópsia por agulha.

A ultrassonografia permite obter imagens da tireoide e determinar o tamanho de um nódulo e se ele é sólido ou preenchido por líquido (cisto). Ela pode, também, ajudar a detectar nódulos ainda demasiado pequenos e para identificar nódulos suspeitos de malignidade, uma vez que algumas características deles são mais frequentes nos nódulos cancerosos que em nódulos não cancerosos. A ultrassonografia é usada, ainda, para orientar a agulha de punção em direção a um nódulo e para monitorar os nódulos que não requerem cirurgia, para determinar se eles estão crescendo ou diminuindo ao longo do tempo.

Os nódulos malignos ou suspeitos devem ser removidos cirurgicamente para que seja feita uma biópsia. Os nódulos benignos e os muito pequenos devem ser vigiados de perto com exames de ultrassonografia e exame clínico a cada 6 a 12 meses. Mesmo os cânceres da tireoide (nódulos malignos) são curáveis e raramente apresentam uma ameaça à vida. A cirurgia pode ainda ser usada mesmo para um nódulo benigno, se ele continuar a crescer.

Alguns nódulos tireoidianos podem permanecer sem crescimento e mesmo involuir. A grande maioria dos nódulos da tireoide não são graves e não causam sintomas. O câncer de tireoide é responsável por apenas uma pequena porcentagem dos nódulos da tireoide.

As complicações dos nódulos tireoidianos incluem problemas para engolir ou respirar e hipertireoidismo. Adicionalmente, as complicações potenciais de hipertireoidismo incluem fibrilação atrial, osteoporose e crise tireotóxica.