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Doenças de Graves

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A doença de Graves (ou doença de Basedow-Graves ou bócio difuso tóxico) é uma doença autoimune, que gera uma anomalia no funcionamento da glândula tireoide. Essa glândula libera no organismo os hormônios tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), que controlam o metabolismo do corpo, crucial para regular o humor, o peso e os níveis de energia mental e físico. O nome da enfermidade foi dado em homenagem ao médico irlandês Robert Graves, que a descreveu em 1835.

Existe uma predisposição familiar entre as causas da doença de Graves. Cerca de 15% dos doentes apresentam casos dessa doença na família e em 50% dos familiares assintomáticos podem ser detectados anticorpos contra a tireoide. Algumas vezes pode existir no próprio paciente ou na sua família outras doenças autoimunes. A doença de Graves é causada por uma resposta anormal do sistema imunológico que leva a tireoide a funcionar em excesso, produzindo uma quantidade aumentada de hormônios tireoidianos. Embora a doença possa se manifesta…

Tireoidite de Hashimoto

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A tireoidite de Hashimoto (ou tireoidite linfocítica crônica) é uma doença autoimune crônica que pode causar hipotireoidismo. O seu nome foi dado em homenagem ao médico japonês Hakura Hashimoto, que descreveu a doença pela primeira vez em 1912.

A doença parece ter a participação de um fator genético entre as suas causas. Pode aparecer numa mesma família em várias gerações sucessivas e faz aumentar em até sete vezes a possibilidade de hipotireoidismo. Entre as tireoidites existentes é a mais comum. Acomete mais as mulheres que os homens, na terceira ou quarta décadas da vida, e sua incidência aumenta à medida que as pessoas envelhecem, sendo rara em crianças. Na tireoidite de Hashimoto o organismo fabrica anticorpos que atacam a tireoide e provocam a destruição da sua estrutura funcional, ocasionando a redução da sua atividade e provocado um aumento de volume da glândula (bócio difuso).

Os principais sinais e sintomas da tireoidite de Hashimoto tanto podem ser locais como gerais. Os s…

Cintilografia da tireoide

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A cintilografia da tireoide é um exame destinado a avaliar o funcionamento ou lesões da glândula tireoide. Consiste em tomar uma substância radioativa que tem afinidade pela tireoide e cuja captação, por um equipamento denominado gama câmara, gera imagens que permitem a avaliação desejada.

O exame pode ser chamado de cintilografia da tireoide com iodo, pois o Iodo 123 ou 131 faz parte da substância tomada pelo paciente. A cintilografia com captação também pode ajudar a avaliar a quantidade de iodo que a tireoide captou após a injeção da mistura radioativa, dando assim uma ideia do seu funcionamento, no sentido de hipo ou hipertireoidismo.

A glândula tireoide é formada por um grande número de folículos, por essa razão ela possui células tireoidianas foliculares, que produzem os hormônios tireoidianos (T3 e T4) a partir de aminoácidos e iodo, presentes no sangue. Ou seja, as células da tireoide captam substâncias no sangue para produzirem seus hormônios. E é com base nisso que se reali…

Bócio nodular tóxico

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A "doença de Plummer", ou bócio nodular tóxico, é uma forma de hipertireodismo que leva à produção excessiva de hormônios tireoidianos, causada pela presença de um adenoma tóxico. Trata-se da segunda forma mais comum de hipertireoidismo nos países desenvolvidos, perdendo somente para a doença de Graves (bócio difuso tóxico). Em locais onde há deficiência de iodo, esta patologia consiste na causa mais comum de hipertireoidismo.

O bócio nodular tóxico foi primeiramente descrito por Henry S. Plummer, em 1913.

As causas do bócio nodular tóxico não são inteiramente conhecidas. Esse transtorno afeta pessoas idosas e nunca se apresenta em crianças. Em alguns casos, pacientes com bócio nodular tóxico desenvolvem níveis hormonais tireoidianos altos depois de receberem contrastes iodados para a realização de uma tomografia computadorizada ou um cateterismo cardíaco, por exemplo.

O adenoma (nódulo) consiste em um tumor benigno bem encapsulado mostrando diferenciação das células folicu…

Doença de Paget

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A Doença de Paget do osso é um transtorno crônico do esqueleto em que áreas de osso são submetidas à rotatividade anormal, resultando em áreas de osso expandido e amolecido.

A composição e a formação do osso aumentam, resultando em ossos mais espessos, porém mais fracos do que o normal.

Os sintomas podem estar ausentes ou podem incluir dor óssea, deformidade óssea, artrite e compressão nervosa dolorosa.

Radiografias podem indicar anomalias ósseas.

A dor e as complicações são tratadas e podem ser administrados bifosfonatos.

A doença de Paget pode afetar qualquer osso, mas os ossos mais comumente afetados são a pelve, o osso da coxa (fêmur), o crânio, a canela (tíbia), a coluna (vértebras), a clavícula e osso do braço (úmero).

A doença de Paget raramente ocorre em pessoas com menos de 40 anos. Nos Estados Unidos, cerca de 1% das pessoas com mais de 40 anos têm a doença e sua prevalência aumenta com a idade. No entanto, a prevalência da doença parece estar diminuindo. Homens são 50% mai…

Ciclos do sono

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O sono é um estado ordinário de consciência, transitório e reversível, em que há suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária, que se alterna com a vigília. O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas elétricas cerebrais diferentes do padrão que caracteriza o estado de vigília e dos demais estados de consciência.

Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. Antigamente pensava-se que o sono era um processo contínuo, começando no adormecer e terminando no despertar. Hoje em dia, graças em parte ao EEG (eletroencefalograma), sabe-se que se trata de um processo que se passa em ciclos, envolvendo múltiplos e complexos mecanismos fisiológicos e comportamentais.

No ser humano o sono é formado por ciclos de quatro estágios que duram de 70 a 110 minutos (média de 90 minutos) cada um e que se repetem quatro ou cinco vezes durante uma noite de sono de oito horas. Os fins e os mecanismos do sono ainda não são intei…

Insônia: é sempre bom recordar...

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Cerca de 10% dos adultos apresentam algum problema para dormir, manter um sono tranquilo ou acordar descansado. Mudanças simples na sua rotina podem ajudá-lo a dormir melhor.

1. Não tome produtos com cafeína horas antes de dormir.

A cafeína é um estimulante presente no café, alguns chás e refrigerantes e mesmo no chocolate da sua sobremesa. O melhor é não ingerir cafeína por pelo menos quatro horas antes de ir deitar.

2. Durma e acorde todos os dias em horários semelhantes.

Evite as grandes mudanças na sua rotina, procurando dormir e acordar sempre no mesmo horário. Isto ajuda a organizar os ciclos de sono e vigília.

3. Tente separar o sono do estresse.

Para ter um sono mais tranquilo evite discussões sobre despesas domésticas, trabalho ou relacionamentos à noite. Deixe estes assuntos para as manhãs ou veja mesmo se precisam ser conversados.

À noite, para evitar o estresse, procure atividades prazerosas como ouvir música, ler um livro, meditar, etc. E evita o uso de aparelhos eletrô…